2º Congresso Brasileiro de Futebol Americano

  Relatos de quem já participou

Victor Romualdo Francisco - Editor Chefe do Salão Oval 

''Os dirigentes Maurício Messias e Renner Silva comemoram hoje o fato de suas equipes, o Legião, de Belém do Pará, e o Tarumã Broncos, de Manaus, estarem na primeira final da Copa Norte, iniciativa dos dois maiores estados daquela região para a integração com o restante do País. O objetivo é mostrar um bom nível de organização regional para finalmente poder participar dos campeonatos nacionais. E quem sabe, o campeão da Copa Norte, que será conhecido no dia 3 de dezembro, seja o representante da região na LNFA ou BFA em 2018.

Coincidentemente ou não (claro que não), os dois estiveram no começo do ano no 1º Congresso Brasileiro de Futebol Americano, realizado na Escola de Educação Física e Esportes da USP, idealizado por Lucas Rosetti e Ygor Martins. O final de semana reuniu mais de 100 entusiastas do futebol americano nacional, principalmente coaches de equipes nacionais, alguns atletas e membros da equipe do Salão Oval.

As palestras de melhores práticas envolveram tanto os aspectos técnicos e táticos quanto os de planejamento das equipes, o que evidenciou que a união de todos em torno de um calendário nacional mais prático é fundamental para que os head coaches possam realmente executar seus planos para levar seus times a um real desenvolvimento.

E falando neste tópico, execução de novos planos, foi ali também que conheci Armando Chaves, do então Vitória FA (agora Cavalaria 2 de Julho), que repetia como um mantra a mudança de conceito e a tentativa de execução do mesmo para mudar a história do time. Também coincidência ou não, pela primeira vez uma equipe da Bahia chegou aos playoffs do Nordeste, e com uma campanha positiva 4-2.

Alguns destes exemplos mostram o óbvio (que muitas vezes não é tão claro assim para as pessoas): o conhecimento só é ampliado com a interação, o famoso networking, com outras pessoas da mesma área de conhecimento... ou até de outras, como foi o caso no Congresso Nacional de Futebol Americano. E é por isso que já acreditava antes de sua realização (e ainda mais depois dela) que esta deverá ser uma tradição do início do ano do FABR: a reunião de todos para que possamos pensar, analisar e planejar os caminhos do esporte que amamos.

Nos vemos nos dias 27 e 28 de janeiro de 2018 no 2º Congresso Nacional de Futebol Americano.''

Coach Paulo de Tarso Pillar, Professor da Kickoff- Escola de Futbeol Americano

'' Participar do Iº Congresso Brasileiro de Futebol Americano para mim foi, antes de mais nada, ser testemunha ocular da história sendo feita. Nunca antes na história do nosso esporte conseguimos juntar o acadêmico com o empírico e, de quebra, juntar tantos treinadores reunidos de tantas partes do Brasil com um mesmo objetivo: a troca de idéias e compromisso com a melhora, não somente dos nossos jogadores, mas de todo o futebol americano brasileiro. Treinadores de renome nacional, campeões, vindos de fora do país, sentavam e compartilhavam experiências e histórias com treinadores novatos. Do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro ao Amazonas, homens e mulheres conversavam sobre aquilo que, das coisas menos importantes, é a coisa mais importante das nossas vidas: o Futebol Americano. Juntando toda a atmosfera que a USP emana, com toda a excelência acadêmica, vieram profissionais da área da saúde e psicologia credenciar ainda mais o evento, trazendo também o olhar cientifico sobre o esporte. Tivemos, naquelas manhas e tardes, uma imersão fantástica que deixou a certeza de que a segunda edição deste congresso será, sem sombra de dúvidas, maior e melhor. Vida longa ao Congresso Brasileiro de Futebol Americano! Vida longa a todos os treinadores que buscam sempre a excelência pessoal e profissional aqui no Brasil!''



Armando Chaves - Head Coach da Cavalaria 2 de Julho 

 

''Muitas coisas me fizeram querer ir no 1º Congresso de futebol americano. Primeiro ano como HC, conhecer pessoas que eu sempre conversei via internet, como o caso do Lucas Rossetti que à mais de 5 anos conversamos sobre FA e fazer parte do primeiro evento também é marcante ainda mais que sempre senti falta da iteração entre treinadores estávamos precisando disso. Durante o evento me surpreendi bastante com as palestras dos professores da USP, agregou bastante a nós treinadores, que muitos não tem formação ligada a EF, à pensar em aspectos de treinamento que a “cultura americana” que é a fonte que bebemos o conhecimento que temos à partir de vídeos e livros. As palestras dos coaches brasileiros também foram muito boas. Você ver que seus problemas também são de outros times e como cada um aborda ele. Os momentos de bate-papo também foram sensacionais para inspirar e conhecer melhor quem faz o FA no Brasil. Conhecer a realidade de cada time e saber que muito do que eu gostaria de mudar na equipe estava ou já foi feito em equipes de respeito no cenário nacional me motivou à seguir o caminho. Além disso criei conexões com pessoas que dificilmente iria encontrar durante os jogos ou ter o tempo que tivemos para trocar ideias. O Congresso foi um chamado pra mim em relação ao quanto os treinadores estão fechados um para os outros porque não temos um meio de comunicação. Existem várias iniciativas no Brasil e simplesmente não conhecemos porque não existe um meio para isso.'' 

 

Alexandre Branco - Coach do São Paulo Storm 

''Como diretor e aspirante a técnico, o Congresso de Futebol Americano foi uma experiência fantástica. Poder aprender com quem faz o esporte acontecer, dentro e fora de campo, e ter a oportunidade de conhecer pessoas, métodos de trabalho e oportunidades tornou a experiência muito proveitosa. Temos que conversar mais, nos comunicar mais e, principalmente, fazer a ponte entre quem estuda a teoria e quem aplica a prática, o que ficou bastante claro. Estou ansioso pela próxima oportunidade!''

 

Coach Theo Sena - Unicam Eucalyptus

 

''Como professor de Educação Física, minha relação com o Futebol Americano se iniciou quando conheci o Flag Football na faculdade e depois de formado, o Flag sempre fez parte dos conteúdos das minhas aulas nas escolas de Ensino Fundamental. Em 2015, entrei pro elenco do Unicamp Eucalyptus como Running Back e minha relação com o Flag e o Futebol Americano em geral se estreitou ainda mais, virou paixão! Como já não sou mais tão jovem, projetei meu futuro com o FA como técnico, ou quem sabe até abrir uma escolinha, daí meu imediato interesse em participar do Congresso quando soube do evento. E valeu demais! Foram dois dias de muito aprendizado! Nunca as palavras de Sócrates foram tão apropriadas: "Só sei, que nada sei." Era tanta gente tarimbada discutindo sobre Futebol Americano e seus desdobramentos, com tanto domínio e propriedade que terminei o final de semana inebriado de conhecimento e com sede de muito mais! Acredito muito no Flag como instrumento de difusão da modalidade no nosso país e justamente por sua relevância e por atingir uma população tão sensível e preciosa como as crianças e adolescentes, é que deve ser permeada do mais profundo conhecimento por aqueles que encamparem essa nobre missão. Portanto, que venha o próximo congresso!! Estarei lá com toda certeza!! Minha sede de conhecimento está ainda maior!!''

ACESSO RÁPIDO